2 de fev. de 2025

Há uma paz em mim que ninguém pode tirar, eu desço dela para defendê-la através de uma chacina, mas não a perco. Esta não é alcançada com perdões nem sermões, ela é indulgente, astuta e por vezes rastejante. Sou cheio dela, sou cheio de certezas e esperanças que transbordam meu ser. Enquanto eu viver, haverei de ser a maior constatação da paz que há, porque todo desejo é um grande fluxo divino, todo puro desejo, livre de amarras e aparências, é pura representação desse divino. Não há nada que me invada sem minha permissão, não há nada que perfure meu próprio chão, eu sou antes de tudo ser algo, eu sou minha lei, eu sou o certo e sou o errado. A espada que perfura meu coração de dragão me liberta do magistério da sociedade, cortando falas e conselhos daqueles que buscam por salvação, e o fazem através de olhos e ouvidos que não são seus, compondo um grande coletivo embriagado e fazendo todos eles de si serem negados.