A água fria me conforta, é violenta, sedutora, exposta. Havia tempos que não a contatava, havia tempos que com ela eu já não dançava. A agua quente é traiçoeira, travessa e leviana. Camufla o desconforto, acha que a verdade tem de ser sempre branda. Mal lembrava como era bom esfriar, gelar e liquidar. Num passo inseguro, minha cabeça está debaixo d'água, mergulho profundo, percebo que desperto eu não estava. Abomino a quentura dos corpos, uma vez que a sua a mim foi negada. Sendo assim prefiro me solidificar, irei desenvolver minha armadura glacial, e pelo direito de viver longe de ti, irei guerrear.

