Às vezes, ter que se explicar é exaustivo. Dar-se sentido aos nossos discursos é cansativo. Por isso, anseio cada vez mais o silêncio, o silêncio me conforta, ele me entende sem nem tentar entender. Às vezes, eu queria só alguém que não me exigisse nada, que ficasse ali comigo, no silêncio. Um silêncio que diz: estou aqui com você e você está aqui comigo e, pelo menos nesse momento, nada mais importa. Eu sei que esse momento é finito e uma hora todas as demandas do mundo afora voltarão a desabar em nossas cabeças, mas não agora. Agora somos só nós, sem sentido algum, a sós.

